Capoeira

Capoeira é algo que para definir precisa se fazer um recorte no tempo e no espaço, pois a mesma é atemporal e aespacial. Qualquer definição não passará de um ponto de vista de um determinado indivíduo em relação com o seu meio. Ser um capoeirista é perceber sua essência de negação de tudo o que está posto na sociedade. Ela nasce como um grito de liberdade e não como grilhões para acorrentar a todos.
              Essa negação não é contraditória, não destrói o outro pólo da discussão, mas é contrária, ou seja, se complementa no diálogo. Quando se nega por negar, não há construção, não há movimento. É necessária uma negação que mantém e cancela elementos do outro pólo.
             Ser capoeira é estar em movimento, está em constante mudança. O articulador ou guardião dessa cultura deve estar atento para essas mudanças. Viver da capoeira ou viver para capoeira não se excluem, pode-se ter foco em um, mas a relação com o outro lado sempre é necessária. Pode-se manter o estado de coisas ou negá-la. Afirmar a realidade posta ou estabelecer relação com a mesma. Ser prisioneiro do sistema, visualizar a liberdade ou libertar-se. Escolhas diversas que se relacionam.
              Entender que a capoeira muda é fundamental tanto quando entender o que deve ser preservado na compreensão dessa mutação. Não há evolução, mas superação de um estado para outro. Dentro desse universo complexo de múltiplos significados, o capoeirista vai se formando como mestre, guardião, educador que cuida das pessoas que materializam essa arte no instante que se perpetua na mente e na imaginação dos praticantes e admiradores.
             Na capoeira não há verdades absolutas, mas verdades fundamentadas que se adaptam ao espaço e ao tempo fora dos engessamentos cartesianos, de uma sociedade que exige racionalismo dentro de seus parâmetros. Na verdade, o capoeirista é um mediador entre o universo da capoeira repleto de fantasias negadoras da realidade, cheia de símbolos e essa pseudo sociedade ocidental negadora do povo que a compõe. Além do diálogo de corpos, além da roda, a capoeira é um diálogo de mentes, diálogo da vida e o capoeirista, responsável por esse processo.

Aula na academia 28|08 ( terça-feira )

Ontem 23|08 ( terça-feira )
Aula das crianças ( 18:00hrs até 19:30hrs ) na academia do alto são Francisco- Boca do Rio.
MESTRE LÁZARO .

Angola ❤


Participação do Mestre Nozinho e dos alunos do Mestre Lázaro na academia ,do mesmo, em SALVADOR-BA no Alto São Francisco-BOCA DO RIO

POR QUE O NOME ANGOLA PALMARES?

O NOME ANGOLA PALMARES
Angola foi originado dos negros angolanos, na época da escravatura eles eram em maior quantidade e eram os mais afeitos a movimentos acrobáticos, dai o nome da Capoeira Angola.

Os palmares, os negros quilombolas, que eram negros fugidos da senzala. Eles formavam grupos de negros denominados quilombos e o palmares (situado na Serra da Barriga, no estado de Alagoas) foi o maior quilombo e o mais temido na época.

SIMBOLOGIA

CAPOEIRA ANGOLA PALMARES - SIMBOLOGIA
Na noite de 20 de Novembro de 1979, Mestre Nô observou uma estrela ficou na mesma direção da lua em relação a terra. A ideia de dois astros juntos passava uma energia positiva , seria um símbolo que veria a expandir o trabalho como capoeira angola, que vinha se enquadrar com o nome Palmares, por enquanto só tinha somente a estrela e a lua, agora segundo o próprio mestre Nô:

-- "Peguei o compasso, joguei no centro da estrela e tracei a circunferência, tracei o circulo e mais outro e mais outro bem fininho pra poder fechar e cercar o escudo".

Em relação as cores, Nô optou por usar o verde (esperança), o amarelo (cobiça), o azul (equilíbrio), o branco (paz) e o preto (razão de ser – força negra, remonta para os quilombos dos palmares).

objetivos de graduação !

Resultado de imagem para significados dos cordeis de capoeira angola

MEU MESTRE

LÁZARO
Mestre Lázaro Educador Social. Prestando serviço à comunidade com vulnerabilidade social, fazendo um belo trabalho de resgate com as crianças e adolescentes, com os seus direitos e deveres como cidadãos brasileiros, e tendo a Capoeira como seu mediador de transformação.